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domingo, 18 de junho de 2017

SÚPLICA


Impotente! Impotente! Assim me sinto
Olhar perdido nas rubras chamas
Que me consomem em dor tamanha
E neste olhar-te, além do rúbeo espanto
Ver-te assim, abreviado a cinzas  
- disperso entre Hefesto e Hipnos -
A Gaia súplico, teu renascer
Num tempo outro, sem rasto ou memória
deste húmus trágico de recorrente História.  

MMagno

18-06-2017

versão 2 
21-02-2024

Impotente, assim me percebo,

Olhar perdido em chamas rubras, vorazes consumidoras,

Dor intensa, abraçando-me sem alarde.

Nesse olhar, para além do espanto carmesim,

Contemplo-te, agora reduzido a cinzas,

Espalhadas entre os domínios de Hefesto e as sombras de Hipnos.

Gaia, em súplicas, rogo por teu renascer,

Num tempo inexplorado, livre de rastros e memórias,

Desse solo trágico, dessa narrativa recorrente.

(Foto: internet, imagens, Pedrógão Grande)

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